Mesmo com a pandemia de Covid-19, rede varejista brasileira quer aumentar o seu número de unidades ainda me 2020

Por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muito se tem ouvido falar, nos últimos meses, de quedas de faturamento, diminuição nas vendas, reformulação de planos e estratégias e, até mesmo, do fechamento de milhares de negócios no Brasil. Contudo, uma tradicional rede varejista brasileira não pretende alterar muito seu projeto original de expansão. Trata-se da Pernambucanas, que ainda quer inaugurar novas unidades em 2020 — e não são poucas: entre 25 e 30 novas lojas.

 Para o presidente do grupo, Sérgio Borriello, a crise atual também traz oportunidades. Ela deixa, por exemplo, alguns pontos de venda disponíveis onde a rede varejista gostaria de marcar presença, explicou Borriello à série de reportagens especiais sobre Economia na Quarentena, do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão).

No que se refere a ganhar forças diante da concorrência, o empresário contou que dentre as estratégias do negócio está o relacionamento com os consumidores no crediário. “Fizemos isenção de juros e multa nos períodos de atraso, demos carência para os clientes pagarem, fizemos parcelamento. E por que isso? Queremos plantar atendimento para colher fidelidade”, acentuou o Sérgio Borriello. 

O presidente da rede varejista falou, também, do atual funcionamento da rede, em meio à pandemia. Segundo ele, a rede Pernambucanas conta com um processo de inteligência “que acompanha casos e óbitos reportados versus os leitos disponíveis”. Além disso, Borriello salientou que as lojas do grupo acompanham o que cada prefeito está falando a respeito das autorizações de funcionamento.

“Temos 378 lojas, das quais 256 estão abertas. Nessas 256, há diversos modelos. Algumas são abertas dia sim, dia não. Outras têm horário limitado; outras, capacidade limitada”, esclareceu o executivo das lojas Pernambucanas. Ele ainda enfatizou que, mesmo em meio à pandemia, não aconteceram demissões de funcionários.

“Fizemos redução de jornadas em alguns casos. Onde as lojas estavam fechadas, fizemos suspensão de contratos. Queremos preservar ao máximo os empregos. Boa parte dos nossos funcionários está na Medida Provisória 936”, completou Sérgio Borriello.

Confira a entrevista completa com o presidente da rede varejista.

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