Inflação baixa com dólar é resultado de momento econômico atual

O dólar está cada vez mais se valorizando. No dia 13 de maio, a cotação chegou a R$ 5,84. Dependendo do que pode acontecer, o valor deverá chegar até R$ 7, ou então abaixar para R$ 4,00. A oscilação vai depender da economia do país diante das notícias sobre a pandemia do coronavírus.

Em aproximadamente cinco meses, houve um salto de 40% na valorização da moeda, sendo de R$ 4,00 para R$ 5,90. Ainda assim, os preços de produtos e serviços que têm relação com a moeda não sentiram o impacto da valorização do dólar. Isso se deve a alguns fatores.

Quando as pessoas estão com menos renda, então o consumo não tem mais o movimento que tinha antes, isso faz com que os produtos estocados que foram comprados com o dólar mais barato estejam à venda ainda. Os produtos que sofreram a alta do dólar não tiveram aumento porque os empresários não conseguem repassar os valores para os consumidores em uma época de dificuldade financeira.

No passado, a alta do dólar sempre fez os preços no Brasil subirem, isso não está acontecendo atualmente por causa da situação econômica que não apenas o Brasil, mas o mundo vive. Produtos como petróleo e carne, por exemplo, têm produção brasileira, porém recebem suas cotações definidas em dólar.

O isolamento social se torna o principal responsável pela recessão da economia, e isso causa menos clientes comprando. O pouco consumo e o estoque ainda permanecem em um nível que não muda.

Diversos setores da economia passaram a acreditar na capacidade de uma gestão mais controlada do Banco Central. Especialistas do ramo afirmam que, se o dólar cair, haverá uma volta do preço na casa dos R$ 4. O cenário atual da economia mundial desperta o interesse de muitos investidores na moeda americana.

Existe o perigo de a inflação voltar quando a situação financeira do país melhorar. No Brasil, o repasse cambial é um dos maiores da América Latina, sendo por volta de 6% a 8%, isso quer dizer que em cada 10% de desvalorização do real, ainda existe um aumento de 0,6 a 0,8 por cento no prazo máximo de um ano.

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