Preço do boi gordo reduz 5,14% no início de dezembro após máxima histórica

Após máximas históricas, arroba do boi gordo apresentou redução de 5,14% no preço nos primeiros dias do mês de dezembro. De acordo com dados da Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP), as cotações para a arroba do boi gordo foram pressionadas fortemente pelos consumidores que passaram a procurar por opções de carne com melhor preço entre o final de novembro e início de dezembro.

Já no mercado físico de São Paulo, o recuo apresentado foi de 3,67%, sendo comercializado a R$ 219,45 a arroba do boi gordo (que é equivalente a 15 kg). Os dados são do indicador Esalq/B3 que pertence ao Cepea e foram divulgados em várias notícias sobre o assunto.

No dia 2 de dezembro deste ano, o preço apresentou uma queda de 1,53%, sendo a primeira queda após o preço máximo registrado em 29 de novembro, onde o boi gordo foi comercializado por R$ 231,35. Já no acumulado do mês passado, os dados apontaram uma alta de 35,5% em novembro.

Na opinião do analista e especialista Thiago de Carvalho do Cepea, é necessário olhar para o consumidor interno quando há uma alta tão brusca como a de novembro. “Quando o boi gordo e as demais carnes têm uma alta nos preços muito brusca, é preciso olhar para a outra ponta, que é o consumidor. Os preços assustaram os consumidores, por isso, é natural que eles escolham proteínas mais baratas. Então é preciso considerar que há o efeito demanda e renda que devem ser pesados na balança”, explica Thiago de Carvalho.

O analista ainda considerou que a economia está melhorando e junto a primeira parcela do 13º salário, esse seria um cenário perfeito para aumento do consumo, se não fosse pelo aumento do preço do boi gordo. “O preço cotado na arroba do boi reduz a margem de lucro dos frigoríficos e do varejo. No entanto, para as carnes de classe A e B essa margem continua, já nas carnes de classe C e D é preciso aumentar o preço para ter mais lucro. Isso tem sido feito com coxão mole e peças mais ‘baratas’, retiradas do cardápio de vários restaurantes”, explica Thiago de Carvalho.

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