Saiba mais sobre a compra de empresas argentinas por parte da CVC Turismo, fundada por Guilherme Paulus

A Argentina foi o país escolhido por dirigentes da CVC Turismo para a compra de duas companhias. Criada pelo empreendedor Guilherme Paulus, a companhia brasileira passou a comandar 60% das duas empresas adquiridas. Os nomes das corporações em solo argentino são Biblos e Ola Transatlántica. Juntas elas foram responsáveis pela movimentação de quase 20 milhões de dólares, quando foram compradas pelo conglomerado em questão.

Nos dias atuais, o executivo que preside a CVC Turismo é Luiz Falco. Ele esclareceu que, embora as condições da economia argentina não sejam favoráveis à realização de diversos negócios, neste caso específico, elas foram propícias. A declaração surgiu em meio a uma entrevista que o executivo concedeu à versão digital do Valor Econômico. Ele ainda acrescentou que desde o início de 2018 especulava-se a compra de companhias desse porte, a fim de expandir a corporação para além do território brasileiro.

Acrescentar maior valor às operações da CVC Turismo foi um dos propósitos almejados pela diretoria, salienta Guilherme Paulus. Tanto na época em que as empresas foram compradas, quanto nos dias atuais, a companhia brasileira já possuía o empresário no cargo de presidente do Conselho de Administração da organização. Além de aumentar o alcance da empresa, o executivo destacou o fato desta ingressar no mercado internacional. Assim sendo, Luiz Falco frisou que a consolidação das compras seria representada em documentos de ordem financeira do grupo.

Das aquisições, que movimentaram vultosas quantias, Luiz Falco espera que haja um retorno expressivo. O presidente da CVC estipula que cerca de 17 bilhões de reais possam integrar o faturamento da companhia. Para o ramo de turismo, Falco disse acreditar que os reveses econômicos da Argentina não abalem tanto as operações do meio. Ele vê as oscilações cambiais como algo que não irá se instalar permanentemente no segmento.

Em relação às ofertas de pacotes turísticos para brasileiros, Falco pontua que houve uma espécie de barateamento dos preços. Isso, segundo ele, pode ser percebido por meio de transações turísticas que podem ser feitas pela metade dos valores costumeiros. Já em relação aos turistas argentinos, ele esclarece que boa parte prefere viajar portanto dólares, ação que tende a favorecer o segmento.

O ingresso no segmento turístico argentino só seria rentável se o grupo brasileiro conseguisse efetuar a compra de mais de uma companhia, destacou Falco. Tal medida se mostrou fundamental para que a porção argentina do negócio conseguisse se manter economicamente alinhada com a estrutura presente no Brasil, informou o executivo da CVC Turismo. Ele também comunicou que foi necessário esperar até que o melhor momento econômico para fechar negócio chegasse.

Os dirigentes da CVC Turismo, ao fazerem prospecções sobre o desempenho da companhia, agora aumentada em razão das aquisições, esperam que esta consiga se tornar a terceira maior de todo o território argentino. Caso tal estimativa venha a se concretizar, as vendas de pacotes turísticos e demais serviços gerariam para o grupo fundado por Guilherme Paulus, uma lucratividade que ultrapassaria 500 milhões de dólares.

O aumento da companhia, conforme Falco, traria benefícios aos turistas que partem do Brasil, uma vez que estas pessoas poderiam viajar com preços mais em conta. Além dessa questão, a empresa fundada por Guilherme Paulus também agiria no sentido de suscitar melhores condições de operações para todas as companhias aéreas que estivessem vinculadas às atividades do grupo, finaliza o presidente da CVC Turismo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *