Expansão continua com um ritmo ainda menor

À medida que a recuperação cíclica global se aproxima de seus dois anos, o ritmo de expansão em algumas economias parece ter atingido o pico e o crescimento se tornou menos sincronizado entre os países. Entre as economias avançadas, as divergências de crescimento entre os Estados Unidos, de um lado, e a Europa e o Japão, de outro, estão se ampliando. O crescimento também está se tornando mais desigual entre mercados emergentes e economia em desenvolvimento, refletindo as influências combinadas do aumento dos preços do petróleo, maiores rendimentos nos Estados Unidos, mudanças de sentimento após a escalada das tensões comerciais e incerteza política e política interna. Embora as condições financeiras permaneçam geralmente benignas, esses fatores resultaram em reduções de ingressos de capital, custos de financiamento mais altos e pressões cambiais, mais agudas em países com fundamentos mais fracos ou riscos políticos mais altos. Dados de alta frequência apresentam um quadro misto de atividade global de curto prazo. O volume de vendas no varejo parece ter aumentado no segundo trimestre, e os dados de pesquisa dos gerentes de compras para o setor de serviços permanecem geralmente fortes. A produção industrial, no entanto, parece ter diminuído, e os dados de pesquisa dos gerentes de compras na indústria indicam um enfraquecimento das novas encomendas de exportação.

 

Preços de commodities e inflação. Reflectindo largamente as carências de oferta, os preços globais do petróleo aumentaram 16 por cento entre Fevereiro de 2018 (o período de referência para o WEO de abril de 2018) e o início de junho de 2018 (o período de referência para a Atualização WEO de julho de 2018). Em junho, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os produtores de petróleo não OPEP concordaram em elevar a produção de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia a partir dos níveis atuais, corrigindo o recente desdobramento da meta de novembro de 2016. As expectativas do mercado sugerem que o declínio da capacidade na Venezuela e as sanções dos EUA ao Irã podem representar dificuldades para o grupo entregar o aumento de produção acordado de forma consistente. Os mercados de futuros, no entanto, indicam que os preços devem cair nos próximos 4–5 anos (em parte devido ao aumento da produção de xisto dos EUA) – até o final de junho, Os preços futuros de médio prazo estão em torno de US $ 59 por barril (20% abaixo dos níveis atuais). O aumento nos preços dos combustíveis aumentou a inflação em economias de mercado avançadas e emergentes.

SpaceX deve lançar missão tripulada ao espaço antes da Boeing

A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, deve sair na frente na “corrida” contra a Boeing para ser a primeira empresa privada a levar tripulantes à estação espacial internacional – ISS, na sigla em inglês.

Isso porque recentemente a Boeing anunciou que adiará os testes tripulados com seu ônibus espacial, após detectar diversas falhas no comportamentos dos propulsores da embarcação. Com isso, a empresa espera realizar o primeiro lançamento apenas em meados de 2019. Enquanto isso, a SpaceX anuncia, até agora, que a primeira missão-teste tripulada com destino à ISS ocorrerá em Abril de 2019. A companhia do CEO da Tesla Motors também enfrenta atrasos no cronograma.

Por conta dos sucessivos atrasos nos cronogramas da empresa, a NASA, agência espacial americana, pode ficar sem acesso a ISS já a partir do ano que vem. Isso porque a agência americana abandonou o seu programa de ônibus espaciais, contando com a agência estatal russa para enviar seus astronautas à estação. Atualmente, existem cinco assentos em lançamentos comprados pelo governo americano no ônibus espacial russo Soyuz, pelo preço de 80 milhões de dólares cada.

A ideia da NASA é retomar a autonomia nos lançamentos de tripulações ao espaço, sem depender da agência russa, visando não só independência mas também economia nas missões. Por isso, disponibilizou às companhias americanas SpaceX e Boeing 6,8 bilhões de dólares para que elas criassem seus projetos. Desde então, ambas companhias participam de uma nova “corrida espacial” para determinar quem levará primeiro os tripulantes à ISS.

Embora essa corrida seja benéfica para as empresas, que buscam mostrar aos investidores suas capacidades no mercado aeroespacial, a fim de tornar possível viagens privadas ao espaço em um futuro próximo, o interessante à NASA é que ambas empresas estejam aptas a fazer viagens à ISS. Isso porque a compra de novos assentos na Soyuz passaria por negociações com o governo russo, que duraria anos e seriam incertas, comprometendo o programa espacial dos EUA.

Segundo um relatório do governo dos Estados Unidos, no entanto, nenhuma das empresas devem estar prontas para lançar suas respectivas missões tripuladas até 2020, já que nenhuma delas está próxima de conseguir as certificações exigidas pela NASA. Segundo o governo, a Boeing deve obtê-las em dezembro de 2019, enquanto a SpaceX conseguiria em janeiro de 2020, um mês depois.