Jovens sem experiência enfrentam problemas para conseguir emprego

Uma pesquisa realizada pela empresa argentina Trendsity e também pelo McDonald’s, mostrou que a maioria dos jovens do país, cerca de 77% deles, está com problemas na hora de conseguir o seu primeiro emprego, devido à falta de experiência deles. Outro fator que foi mencionado por 69% dos jovens pesquisados, foi a falta de oportunidade causada pelos problemas na economia. A falta de confiança nos jovens foi citada por 68% dos entrevistados, fazendo com que esses três fatores sejam considerados os maiores obstáculos para que  os jovens entrem no mercado de trabalho.

Foram pesquisadas as informações de 1.800 jovens, do Brasil, Chile, Argentina, Peru e Colômbia, com idades entre 16 e 27 anos. Metade dos entrevistados eram homens e a outra metade eram mulheres, sendo que foram entrevistados 500 jovens em território brasileiro. Os números mostraram que 80% deles, desejam conseguir um emprego que priorize os estudos e o bem-estar. Eles também esperam que no seu primeiro trabalho, em 63% dos casos, que os seus empregadores possam valorizar e dar apoio aos jovens trabalhadores.

Mas alguns fatos surpreendem em relação ao que os jovens esperam encontrar no seu primeiro trabalho, já que 44% deles esperam aprender outros idiomas e trabalhar em equipe, 40% acreditam que vão desenvolver projetos criativos, 35% acreditam que podem atuar no futuro em um cargo de liderança e 28% acham que podem receber instruções para empreender no futuro.

Liz Coimbra, universitária de 18 anos e cursando veterinária, está tentando encontrar um estágio para conseguir ajudar a mãe nas contas de casa. Liz esbarrou na falta de oportunidade e na desvalorização do mercado, em relação aos jovens no seu primeiro emprego. O ideal para ela seria arrumar um trabalho ou um estágio na sua área, mas ela está descobrindo que a realidade é bem diferente do que ela imaginava. A maioria dos estágios para os novos alunos de veterinária, não é remunerado. Apesar da gratidão por um aprendizado além da faculdade, sem nenhuma ajuda financeira e com despesas de transporte e alimentação, a situação acaba ficando desanimadora.

Ela acredita que os empregadores não querem o compromisso de ensinar os jovens que nunca trabalharam, e as vagas que aparecem pedem sempre experiência comprovada na carteira.

Após sequência de altas, gás de cozinha sofre queda de 5% no preço

Após o país ter presenciado consecutivas altas no preço do botijão de gás nos últimos meses, finalmente foi anunciado um reajuste de redução do preço do botijão de gás pela Petrobras. A estatal divulgou que o preço do botijão de gás de uso residencial foi reajustado para (-5%) no dia 19 de janeiro deste ano. O valor do reajuste só é válido para os botijões de 13 quilos. De acordo com a empresa, essa queda irá possibilitar que o preço do gás nas refinarias sejam vendidos a R$ 23,16.

Em junho de 2017, o preço do gás de cozinha em botijão de 13 quilos passou a ser elevado constantemente. A última elevação de preço do botijão de gás de 13 quilos foi feita no dia 5 de dezembro do ano passado, que reajustou o preço do gás natural destinado às distribuidoras em 8,9%. Anterior a esta alta, o preço tinha subido 4,5% em novembro do ano passado, e 12,9% no dia 11 de outubro. Foi anunciada uma nova redução logo para o início deste ano como revisão da política de reajuste de preço dos combustíveis e gás natural realizada pela Petrobras.

Em comparação com os reajustes de preços feito para os combustíveis (gasolina e diesel), a estatal também se baseia nas cotações diárias do mercado internacional para estabelecer os preços aqui no país. Após a revisão da política de reajustes, os preços irão ser reajustados mensalmente e trimestralmente, sendo que os reajustes terão que considerar o acumulado do preço nos últimos 12 meses, e não mais utilizar como base de reajuste a variação mensal. Porém, parte desta revisão só será vigorada a partir do último trimestre deste ano.

Essas novas mudanças também irão dispor de novos mecanismos para analisar os preços utilizados no mercado interno, e os preços que resultam da antiga política de reajuste de preços. Em uma nota oficial divulgada pela Petrobras, a estatal diz que as novas formas de avaliação como parâmetros utilizados nos reajustes dos preços, irão permitir que o gás natural“referenciado no mercado internacional, consiga diluir os efeitos de aumentos de preços tipicamente concentrados no fim de cada ano, dada a sazonalidade do produto”.