Rotas mais curtas proporcionam número maior de ofertas de cruzeiros

As companhias de viagens anunciaram que a oferta de cruzeiros que navegarão pela costa brasileira nesta temporada, período que vai de novembro a abril, será maior do que no ano passado. Em 2016, o número de ofertas do tipo havia diminuído como um reflexo da crise, mas está nova temporada deverá superar o número de ofertas da recessão no ano passado.

Embora a quantidade de navios ainda seja a mesma que do ano passado (apenas sete), eles estarão disponíveis por mais tempo no Brasil, podendo realizar viagens mais curtas entre os pontos turísticos brasileiros. Essas rotas menores significam um número maior de saídas, e consequentemente, um número maior de passageiros embarcados ao longo do período. Outra novidade é que um dos transatlânticos que já era conhecido pelos cruzeiros no país foi substituído por outro maior de outra empresa. Sendo assim, a oferta será ainda maior, pois o novo transatlântico abrigará um número maior de passageiros.

Segundo os dados divulgados pela FGV – Fundação Getulio Vargas, e pela Clia Brasil – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, o número de leitos que serão oferecidos nos cruzeiros nesta nova temporada deverá aumentar de 383 mil para 431 mil. O número maior de leitos representa uma alta de 12,5% em comparação com o ano passado.

Quando o setor atingiu seu auge de ofertas, em 2010, o número de navios que navegaram pela costa brasileira foi de 20 transatlânticos, atingindo a casa dos 800 mil passageiros durante o período. Contudo, o número desses navios caiu pela metade durante a temporada que se iniciou em 2015 e continuou na temporada iniciada em 2016. O total de barcos disponíveis foi de apenas sete, após o escritório da Royal Caribbean do Brasil fechar as portas para o mercado brasileiro, levando consigo seus três navios.

A crise econômica não foi o único fator que levou a queda de ofertas de cruzeiros, segundo especialistas, outros destinos passaram a ser mais atrativos, como é o caso da China e de Cuba. Segundo o presidente da Clia, Marco Ferraz, a atratividade de outros destinos fez os navios traçarem rotas diferentes.

Outro ponto destacado pelo presidente da Clia é que os modelos de navios maiores enfrentam sérios problemas para poderem atracar no país, sendo eles o alto custo operacional e um sistema de impostos complexos. Esses problemas também impactaram em uma diminuição do número de ofertas no ano de 2015 e 2016.

 

Aumentam as importações no Brasil, secretário diz ser retomada econômica

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Uma maior aquisição no patamar de bens de capital devido ao aumento das importações no Brasil, demonstrou crescimento de 34,5% ao ser realizado uma comparação com o mês de setembro de 2016. O mês de agosto de 2017 já demonstrava crescimento de 6,6%.

O aumento considerável das importações de produtos e maquinários (equipamentos e maquinários de uso industrial) pelo segundo mês consecutivo, demonstra que o país segue uma retomada no aquecimento da economia, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto.

Esse crescimento de 34,5% é devido as importações de veículos de cargas, nos setores da indústria química de celulose e também em tecnologia de energia renovável. “O aumento pode indicar uma tendência de recuperação dessa linha de importações, muito relacionada a investimentos. Nós confirmaremos essa tendência nos próximos meses”, diz o secretário.

O secretário também destacou que esse crescimento está relacionado com as importações de bens intermediários, um ponto importante no percentual de aquecimento neste atual cenário. Com um crescimento de 15,1% em comparação com o mês de setembro de 2016, as importações de bens intermediários indicam mais esse ponto a ser considerado para a retomada econômica que podemos observar.

“O aumento está concentrado nas importações de bens intermediários e insumos em especial para a agropecuária, como fertilizantes e herbicidas, e também para a indústria dos setores químico e eletroeletrônicos”, explicou Neto.

Neto enfatizou que no mês de setembro de 2017 o saldo foi positivo e segue uma sequência de oito meses em alta consecutivamente. O secretário também disse que as estimativas traçadas pelo governo serão de superávit na casa dos US$ 60 bilhões, mas deverão ser revisadas. “Estamos atualizando nossa estimativa e devemos divulgar uma nova projeção em breve”, explicou o secretário.

De um modo geral já é possível observar uma retomada na economia em consequência de vários aspectos que levam a isso. Como é o caso da retomada dos empregos que fechou o mês de setembro em alta de 9,1% na comparação com o mesmo período de 2016. O mês de setembro de 2017 fechou com 13,1 milhões de brasileiros desempregados, o equivalente a uma queda.

 

CMSE garantiu o abastecimento de energia elétrica para este ano

Um novo anúncio feito no dia 4 de outubro pelo CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, assegurou os brasileiros sobre o abastecimento de energia elétrica em todo o país. Segundo o anúncio do comitê, apesar da falta de chuva neste ano, o abastecimento de energia elétrica está garantido.

Já o ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, que é o órgão do governo responsável por administrar a energia elétrica do país, apresentou algumas simulações com os dados atualizados referentes ao armazenamento das hidrelétricas de Sobradinho e Três Marias neste atual período de seca que o Brasil vem sofrendo. Segundo o órgão, as simulações ainda foram realizadas levando em conta o pior cenário possível de seca no país dentro dos registros históricos “que têm se aproximado da realidade vivenciada atualmente”.

As simulações apontaram que o armazenamento de água das hidrelétricas de Três Marias e Sobradinho, poderão chegar com o total da capacidade de 4,2% e de zero, respectivamente. Os resultados apontados pela simulação são em relação ao final do período seco do ano, que acontece em novembro de 2017.

Com esta avaliação feita pelo ONS e com o fato da região Nordeste do país poder ser abastecida com energia térmica e eólica, o CMSE concluiu que o risco do país sofrer com a falta de energia é zero neste ano.

Contudo, o CMSE reconhece a importância de um plano imediato para a preservação dos estoques de água nas usinas hidrelétricas que compõem o Rio São Francisco. O resultado apontado pelo ONS do pior resultado no período de chuvas, gerou um grande alerta para o governo sobre a preservação dos reservatórios para que o próximo ano não ocorra déficit de energia elétrica.

Nos resultados das simulações do ONS, no final do mês de novembro deste ano os reservatórios das usinas hidrelétricas do país deverão registrar níveis ainda menores que os registrados em 2014. Este período é o marco em que começa os melhores registros de chuva, mas, ainda assim, as perspectivas são negativas para este ano. Dentre os armazenamentos, os resultados apontaram que os subsistemas de hidrelétricas do Sul, Norte e Nordeste do país, poderão ter o menor nível já registrado desde 2014. Já no subsistema da região Sudeste/Centro-Oeste, o armazenamento poderá ser equivalente ao de 2014.

 

Telecomunicações perde receita no país devido a mensagens e streamings gratuitos

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O segmento de telecomunicações em todo o país, sentiu o impacto diretamente do advento tecnológico de novos aplicativos de mensagens e de streaming de comunicação que só dependem de uma internet.

Segundo dados de um estudo divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – no dia 22 de setembro de 2017, esse setor foi afetado em mais de cinco pontos percentuais em termos de receita e em operação realizadas.

Esse estudo também mostra que de 2007 até 2015, as operações correspondiam a 18,9% da receita que era gerada em todo o país, mas esse número sofreu uma queda para 11,3%. Ainda assim, esse setor conseguiu manter uma boa posição com uma produção de receita no ano de 2015. Naquele ano o fechamento foi de R$ 162 milhões no acumulado, informa a PAS – Pesquisa Anual dos Serviços.

A pesquisa da PAS também mostrou que as atividades que mais participaram do total gerado em receita naquele ano, foi o setor de transporte rodoviário de cargas. Esse setor somou para um crescimento de 9,7% no ano de 2017. Em 2015 esse crescimento correspondeu em 10,8%.

O que teve peso para afetar a queda na demanda de serviços foi o uso cada vez mais popular de serviços de mensagens, correio eletrônico e serviços de voz gratuito. Os chamados serviços técnico-profissionais corresponderam em 2007 com a participação no segundo lugar do ranking, e no ano de 2015 tiveram um percentual de 10,7% na geração de receita operacional para o setor.

Serviços que incluem alimentação também apareceram no ranking em 2015, estando em quarto lugar, e ficou com 7,7% da receita gerada no ano de 2007, na época quando começou o estudo.

A região Sudeste foi a região que apresentou a maior receita em valores brutos de serviços, sendo que de todo o país, a região foi responsável por gerar 64% de toda a receita. Mais de 58% de todas as empresas do setor de telecomunicações estão instaladas nesta região. Mesmo que 64%.

A região Sul demonstrou que houve crescimento, pois desde 2015, é uma das regiões do país que mais vem demonstrando crescimento e ocuparam o segundo lugar do ranking de regiões com 15,1% em 2015. A região Nordeste e o Centro-Oeste vêm em terceiro e quarto lugar com 10,5% e 7,6% respectivamente.

A região Norte, foi a que teve o pior retrospecto de investimentos nas regiões onde as empresas de telecomunicações se instalaram, e ficou com o último lugar do ranking com 1,5%.

Suprir déficits acumulados será possível com liberação de R$ 12,8 bi

Foi liberado uma quantia depois de ser aprovado o novo modelo de meta fiscal, sendo esse novo modelo um representante de um grande déficit de R$ 159 bilhões em 2017 e 2018. Desse valor, R$ 12,8 bilhões serão para suprir ministérios deficitários.

Esse valor de R$ 12,8 bilhões, que não estava acessível para suprir as necessidades de órgãos e entidades públicas com uma grande carga deficitária, acaba de ser liberado, segundo o que o Ministério do Planejamento divulgou no dia 22 de setembro de 2017.

O valor liberado pelo Orçamento teve que antes de tudo, passar por uma aprovação e estar contingente com a nova meta fiscal, que passou por mudanças em relação ao déficit primário, e foi de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões para o fechamento de 2017 e 2018.

Somente em despesas discricionárias, que não são obrigatórias e não estão bloqueadas, o governo já acumula R$ 44,9 bilhões. Conforme segue as previsões do governo em vigência da legislação que ocorre no país, o prazo de uma semana está estabelecido para que seja decretado como será realizada a distribuição dos valores disponíveis.

O atual presidente da República decretou uma nova lei que tende a aumentar o déficit primário em 2017 e 2018, assim, Michel Temer modificou o valor que era de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Também não devemos esquecer que este valor é referente a um retrospecto ruim das contas acumuladas do governo sem considerar os juros da dívida pública do país.

O governo do Brasil decidiu que não iria disponibilizar o montante de R$ 20 bilhões, porque houve uma redução significativa nas estimativas junto as receitas e houve também um aumento com despesas. Houve uma redução concreta nos valores líquidos na casa dos R$ 4,9 bilhões somente em 2017. Segundo informa o Planejamento, essa redução vem acompanhada em uma redução na inflação, sendo um impacto significativo na quantidade arrecada dos valores nominais. Com isso, tais cortes públicos ficarão em torno de R$ 3,1 bilhões.

O que se espera para a Pert – Programa Especial de Regularização Tributária, também chamada de Novo Refis, é que em 2017 os valores caiam de R$ 13 bilhões para R$ 8 bilhões, ou seja, que feche o ano com uma queda de R$ 4,2 bilhões.

 

Passamos por uma pós-recessão, devemos investir, diz ministro da Fazenda

O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em um seminário realizado no dia 20 de setembro de 2017 em Nova Iorque, que o Brasil saiu da recessão econômica e agora é hora perfeita para serem feitos investimentos no país.

O seminário “Oportunidade de Investimento no Brasil”, realizado pelo “Financial Times”, jornal de economia com ótimo prestígio, foi realizado em Nova Iorque – Estados Unidos, e o chefe da equipe econômica do Brasil ressaltou que o Brasil é um país confiável para receber investimentos.

“Agora é o momento que a economia vai começar a crescer, mas os preços ainda não refletem essa retomada”, diz o ministro. Ele enfatizou as atuais reformas realizadas no país, como a do trabalho, as inovações nas taxas de juros junto ao BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, que somados a outros fatores importantes do mercado, colocam o país em situação de serem feitos novos investimentos a curto prazo.

O atual objetivo do governo neste momento é realizar a reforma da Previdência para o cumprimento de metas fiscais e também disse: “Os agentes econômicos estão confiantes que estamos no trilho certo e a economia vai continuar crescendo”, explica o ministro.

Ele foi questionado sobre a repercussão de um vídeo em que ele pede oração das pessoas para uma melhora na economia do Brasil e disse: “É preciso juntar todo o apoio. Evidentemente, eu falo muito para homens de negócios, banqueiros e investidores. Estou sempre falando com esses grupos. Decidi que também era um momento de falar com outras partes da sociedade”, explica o ministro.

O ministro da Fazenda foi cogitado a ser um dos próximos candidatos à presidência do PSD, mas negou o interesse em ser pré-candidato. Além do otimismo e das afirmações de crescimento do atual ministro da Fazenda, o atual presidente do BC – Banco Central, Ilan Goldfajn, também afirmou no seminário que o país passa por um momento de recuperação econômica.

Segundo o presidente do Banco Central, o que motiva esse crescimento é o aumento do consumo, que está associado a um aumento de renda e a baixa inflação no país. “O próximo passo para um crescimento sustentável e equilibrado virá de novos investimentos”, afirma Ilan.

Novas projeções são atualizadas e inflação será de 3,08% em 2017

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O BC – Banco Central, divulgou no dia 18 de setembro através do periódico Boletim Focus, novas projeções de inflação, agora de 3,08% e com as perspectivas já anunciadas de um crescimento de 0,6% do PIB.

A equipe econômica do Banco Central disse estar mais confiante e otimista dentre as perspectivas de crescimento que foram traçadas para o Produto Interno Bruto – PIB, nos 0,6% de alta para 2017.

O Boletim Focus, que é realizado pela equipe de economistas do BC, trouxe dados de que as estimativas do mercado financeiro em relação a inflação, estão abaixo dos 4%, um número estimado pelas autoridades monetárias do governo.

O relatório que foi divulgado no dia 18 de setembro também enfatiza a diferença em relação aos números de 3,14% que haviam sidos projetados, e que agora tiveram a sua quarta redução consecutiva, estando em 3,08%, segundo o indicador.

O que se espera em 2018, é que o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – índice que mede a inflação no Brasil, sofra um recuo de 4,15% para 4,12% somente em 2017. Com esse, já somam o terceiro ajuste consecutivo do indicador realizado pelo BC.

A forma utilizada pelas autoridades do governo para medir e controlar a inflação no Brasil é através da taxa básica de juros representada pela Selic. No dia 18 de setembro de 2017, essa taxa estava em 8,25% a.a, e segundo a opinião de outras 100 instituições de economia em apoio ao Boletim Focus, o esperado é que a taxa básica de juros feche o ano de 2017 em 7,25% este ano.

O Copom – Comitê de Política Monetária, também espera que a Selic sofra mais um recuo até o final de 2017. Segundo o Copom, o esperado para 2018 é de 7% na taxa básica de juros, que irá por fim na sequência de cortes nas taxas de juros que já somam oito cortes consecutivos em 2017.

O BC também divulgou que são esperadas cotações junto ao dólar, que neste momento no dia 18 de setembro de 2017 estava sendo cotado em R$ 3,13. Os economistas esperam que a moeda esteja R$ 3,30 em 2018.