O Brasil recolheu R$ 1,5 trilhão em impostos somente em 2017

Somente este ano, o brasileiro já contribui para o valor de R$ 1,5 trilhão com o pagamento de impostos, segundo uma pesquisa realizada pela ACSP – Associação Comercial de São Paulo. Esses dados foram comparados com o ano de 2016.

Os dados da pesquisa foram específicos e o valor anunciado de R$ 1,5 trilhão foi até o dia 14 de setembro de 2017. Levando em conta que o ano ainda não terminou, a estimativa é de que esse número vá além.

O Impostômetro registrou a casa dos R$ 1,5 trilhão e esse valor em comparação com o ano de 2016 foi atingido 20 dias antes do esperado. Segundo os responsáveis pela pesquisa, esse valor foi atingido somente no dia 6 de outubro do ano passado na comparação realizada. Isso indica que a carga tributária no Brasil aumentou no ano de 2017.

“A inflação pesou muito no período, aumentando o bolo arrecadatório; ela tem caído, mas ainda é alta. Também contribuíram a elevação de algumas alíquotas e a recuperação, mesmo que lenta, de alguns setores da economia. Se considerarmos o enfraquecimento recente da economia, o peso da tributação é ainda mais forte para empresas e contribuintes”, explica o presidente da ACSP e da Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Alencar Burti.

A pesquisa informa que o montante indicado representa um valor nominal, sem levar em conta a inflação medida pelo IPCA. A base de dados para esse número astronômico de tributos cobrados no país é do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Isso contradiz os dados do governo que informam redução nas taxas tributárias em todo o país. O déficit primário foi revisado de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões esperados para o ano de 2018.

“No ano passado, o Impostômetro registrou R$ 1,5 trilhão dia 6/10 e, em 2015, dia 2/10. Este ano atinge a marca dia 14/9. Isso revela uma crescente arrecadação tributária. Teoricamente, pelo volume arrecadado ano a ano, a sociedade deveria ter retorno com serviços públicos de qualidade, mas, infelizmente, não é isso o que acontece. Lamentavelmente, o que observamos são serviços ineficientes nas áreas de transporte, saúde, educação, segurança pública, isso quando existentes”, explica João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT.

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